Área de Atuação

Ombro

Lesão do manguito rotador

O manguito rotador é um conjunto de músculos e tendões que participam dos movimentos do ombro. O termo lesão do manguito rotador significa uma ruptura do tendão, ou seja ele se desprendeu do osso.
Pode ocorrer pelo "envelhecimento" do tendão ou devido a algum trauma. Esta é uma causa de dor, perda de força e perda de movimento do ombro. O tratamento pode ser não cirúrgico ou cirúrgico por artroscopia (cirurgia por vídeo).

Bursite do Ombro

As bursas são pequenas bolsas com líquido que ficam localizadas no ombro e em diversas outras articulações.

O termo bursite se refere à inflamação da bursa. Essa patologia produz dor no ombro e requer tratamento, geralmente não cirúrgico, com medicação, fisioterapia, proloterapia, agentes biológicos, dentre outros métodos bioestimuladores.

Tendinite do Bíceps

O músculo bíceps é composto por dois tendões que se originam no ombro: a cabeça longa e a cabeça curta do bíceps. A cabeça longa origina-se no interior da articulação e é fonte frequente de dor no ombro, enquanto a cabeça curta origina-se fora da articulação e é pouco suscetível a lesões.

As principais causas de inflamação e lesão do bíceps são esforços repetitivos com movimentos acima da cabeça, especialmente em posições de abertura e rotação do braço, como realizado na preparação do arremesso.

Capsulite Adesiva (Ombro congelado)

A capsulite adesiva é um processo inflamatório da cápsula do ombro. Pode se iniciar de forma espontânea, sem causa conhecida ou ser secundária a outras patologias, como diabetes, infecções e doenças inflamatórias.
A doença divide-se em 3 fases, que no total podem durar 1 ano ou mais:

  • Fase inflamatória: dor e limitação inicial;
  • Fase de congelamento: perda de mobilidade (melhora parcial da dor);
  • Fase de descongelamento: recuperação gradual da mobilidade.

Tendinite Calcária do Ombro

Na tendinite calcária depósitos de sais de cálcio ocorrem no interior dos tendões do ombro.

A doença ocorre em três fases com quadros clínicos distintos:

  • Fase de formação: período de formação da calcificação, existe dor leve, pode não causar sintomas.
  • Fase de repouso: assintomática.
  • Fase de reabsorção: o conteúdo calcificado é reabsorvido do tendão, causando reação inflamatória intensa, quadro de dor aguda no ombro.

 

Quando a dor não melhora apesar do tratamento conservador, é indicada a retirada dos depósitos de cálcio. Essa retirada pode ser realizada sob visão direta, utilizando a artroscopia.

Luxação do Ombro (Instabilidade Glenoumeral)

O ombro é a articulação com maior mobilidade do corpo humano e com maior risco de instabilidade ou luxação (deslocamento). A luxação do ombro pode ocorrer de forma traumática ou de forma espontânea em movimentos leves, secundária a hiperfrouxidão ligamentar.

A luxação pode se tornar recorrente, causando limitação para a prática de esportes e atividades de vida diária. O tratamento cirúrgico é uma forma de recuperar a estabilidade do ombro.

Osteoartrose do Ombro

É a degeneração da cartilagem de deslizamento articular (cartilagem hialina). Pode se desenvolver por sequelas de fratura, devido a lesões crônicas do manguito rotador, como consequência de doenças reumatológicas e distúrbios metabólicos. A osteoartrose do ombro é menos comum que a de outras articulações, como joelho e quadril.

Os sintomas podem ser dor e limitação dos movimentos.

O tratamento pode ser clínico com infiltrações (aplicação de substâncias dentro da articulação), fisioterapia ou com artroplastia (substituição cirúrgica de componentes da articulação).

Cotovelo

Epicondilite Lateral

A epicondilite lateral é a principal causa de dor na região do cotovelo.  Nela ocorre a degeneração ou inflamação dos tendões extensores do antebraço, originados no cotovelo. Movimentos repetitivos do punho, como realizados em esportes, trabalho ou traumas na região podem ser cousas desta patologia.

Dor ao carregar sacolas, ao tocar a região inflamada, ao abrir a maçaneta de uma porta, ou cumprimentar uma pessoa com aperto de mãos.

O diagnóstico é realizado principalmente pela história clínica e testes de exame físico. Exames complementares podem mostrar  I) Tendinopatia ou degeneração, sem rupturas; II) Ruptura parcial; e III) Ruptura completa, com descolamento da origem do tendão junto ao osso.

É frequente obtermos bons resultados com tratamento não cirúrgico.

Bursite do Olécrano

O olécrano é a saliência óssea palpável na face posterior do cotovelo. A bursite do olécrano é a inflamação da membrana que reveste esta superfície óssea.

Quando existe atrito sobre esta membrana, ocorre inflamação (bursite), causando dor e aumento de líquido. Pode haver reação inflamatória na pele e alguns casos podem apresentar infecção.

Na presença de volume significativo ou por tempo prolongado, é realizada punção com agulha para esvaziamento do líquido e infiltração com corticóide para se evitar a recidiva. Na presença de sinais de infecção, é indicado o uso de antibióticos.

Ruptura do Bíceps

O bíceps é um músculo do braço, que realiza movimento de flexão do cotovelo e rotação do antebraço (supinação). A ruptura deste tendão ao nível do cotovelo ocorre de forma brusca, durante a realização de esforços físicos. É comum existir processo degenerativo prévio, causado pela prática de exercícios ou atividades de trabalho com sobrecarga. O tendão com fragilidade prévia (tendinopatia) apresenta maior risco de ruptura espontânea durante esforços.

O tratamento é realizado preferencialmente de forma cirúrgica. No procedimento, o tendão é reconectado ao rádio (osso do antebraço).

Tendinite do Tríceps

A tendinite do tríceps causa dor na porção posterior do cotovelo.

A Principal causa para levar a inflamação e edema no tríceps é o sobre uso do cotovelo, sendo isso mais comum em esportistas e pessoas que executem uma função de movimentos repetitivos durante o trabalho. Um trauma indireto sobre o cotovelo, geralmente uma queda, na qual se apoia a mão com extensão do cotovelo, pode levar a lesão parcial do tendão que sofre um processo inflamatório localizado.

O exame de Raio- X pode mostrar a presença de um esporão na ponta do olecrano, isso ocorre por tração do tendão do tríceps junto a sua inserção e isso é um sinal indireto da inflamação do tendão. As vezes esse esporão é causa de dor localizada e causa dor quando o paciente apóia o cotovelo.
A Ressonância Magnética pode evidenciar a presença da inflamação do tendão do tríceps e sua gravidade, incluindo possíveis lesões parciais do tendão.

O tratamento de início deve ser conservador, baseado no repouso relativo do membro acometico, crioterapia, fisioterapia analgésica, exercícios de alongamento e, eventualmente uso de analgésicos e/ou anti-inflamatório.

O tratamento cirúrgico é indicado na falha do tratamento conservador e depende da atividade do paciente, idade e suas condições clínicas.

Rigidez do Cotovelo

Rigidez articular é a perda de movimento de uma articulação, causando limitação funcional.

Fraturas que acometem os ossos do cotovelo, frequentemente, geram limitação da mobilidade nas fases iniciais.

A rigidez não-traumática do cotovelo é causada principalmente por doenças inflamatórias ou reumatológicas. Deve ser investigada por ortopedista em conjunto com reumatologista. Exames de imagem e laboratoriais são necessários para definir o diagnóstico.

O tratamento da rigidez do cotovelo depende da causa e tempo de evolução. Na maioria dos casos, é indicada a realização de fisioterapia para ganho de amplitude de movimento. Porém, em alguns casos com sequelas de fraturas ou com a formação de ossificações que bloqueiam o movimento, o tratamento cirúrgico é necessário como primeira opção terapêutica

Fraturas

Fratura da Clavícula

A fratura da clavícula ocorre principalmente em quedas de bicicleta, acidentes de moto ou acidentes esportivos, com impacto do ombro contra o solo. O diagnóstico costuma ser evidente pela presença de dor e deformidade sobre a clavícula. A confirmação é realizada por radiografias.

A clavícula pode ser fraturada em diferentes locais (terço lateral, médio ou medial), isto muda as características da lesão e tipo de tratamento.

As fraturas pouco desviadas podem ser tratadas de forma não-cirúrgica, com a utilização de tipoia por 4 a 6 semanas, até a formação de calo ósseo. Nas fraturas com desvios significativos, é indicado o tratamento cirúrgico para alinhamento ósseo e fixação.

A técnica mais utilizada é a fixação com placa e parafusos, que permite bom alinhamento ósseo e resistência suficiente para movimentação em poucas semanas.

Fratura do Úmero

O úmero é o osso que dá suporte ao braço e se estende da articulação do ombro até o cotovelo. A fratura do úmero pode ocorrer em sua porção superior próximo ao ombro (proximal), em sua porção média no braço (diáfise), ou em sua porção inferior próximo ao cotovelo (distal).

As fraturas proximais do úmero ocorrem principalmente em ossos frágeis como idosos, tabagistas, portadores de câncer, etc.

As fraturas da diáfise e da porção distal do úmero, ocorrem em traumatismos de maior energia, como acidentes automobilísticos e quedas de alturas.

O diagnóstico é realizado clinicamente e com radiografias. É importante a avaliação da função neurológica da mão, pois pode haver lesões nervos localizados próximos à fratura. O tratamento depende da região acometida, do grau de desvio, idade, profissão, doenças prévias do paciente, lesões associadas à fratura, expectativa do paciente, recursos disponíveis, etc. O tramente pode ser feito com uso de tipóia, gesso, órteses, cirurgia com placa, cirurgia com prótese, dentre outros.

É necessária uma avaliação especializada e individual de cada paciente.

Luxação Acromioclavicular

A articulação acromioclavicular está situada na parte superior do ombro, sendo palpável como uma saliência óssea nesta região. É formada pela extremidade lateral da clavícula e o acrômio (segmento da escápula).

A luxação ou deslocamento da articulação acromioclavicular ocorre em traumas como quedas com impacto do ombro contra o solo. É comum em quedas de bicicleta, skate e traumas esportivos em geral. Com o impacto ocorre ruptura dos ligamentos que conectam a clavícula à escápula.
A lesão é classificada em diferentes graus (I a VI), de acordo com a deformidade e o tipo de lesão dos ligamentos. Podem ser de tratamento conservador ou cirúrgico.

Fraturas do cotovelo

O cotovelo é uma articulação que envolve a conexão de três ossos ulna, rádio e úmero. Muitos nomes de processos ósseos existem nesta articulação: olécrano, capítulo, cabeça do rádio, processo coronóide, tróclea, epicôndilo...

Em situações de trauma pode ocorrer fraturas, luxações (deslocamento) do cotovelo, lesões ligamentares e também lesão de nervos e vasos sanguíneos desta região.

A articulação do cotovelo participa de quatro movimentos: flexão (dobrar), extensão (esticar) , pronação e supinação do antebraço (rotação do antebraço). Fraturas adequadamente tratadas contribuem para restauração da função e movimentos da articulação.

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